Greg Rose, da Virgin Music, sentou-se com o 30 Seconds to Mars para saber mais sobre a vida em marte, como é viver (ou não) no Brasil e ajudar suas fãs a dar a luz. Leia a entrevista a seguir para saber tudo o que Jared Leto tem a nos dizer.

Jared Leto: Voce tem que dizer ação!
Greg Rose: Ação.
JL: É bom, não é?!
GR: Muito bom. Então, você acabou de voltar à Londres. Vocês tocaram aqui faz um tempo… como é a sensação de estar de volta?
JL: É como estar reiniciando um círculo. Nós não tocamos apenas em Londres, mas também em Nottingham, Manchester, Bournemouth e Cardiff.
Shannon Leto: É estranho quando você diz “faz um tempo”, porque para nós parece que foi semana passada, mas já faz um mês.
GR: Qual é o seu lugar favorito para tocar?
JL: Nós estivemos em lugares maravilhosos. Fomos para St Petersburg, Finlândia, Suíça, Bélgica, Paris, Itália, Alemanha. Foi o melhor trajeto de shows que já fizemos. Eles foram super animados, sem controle, e isso foi ótimo.Mas é bom voltar a Londres.
GR: Quando vocês estão longe da Europa, vocês ficam preocupados com a fama do 30 Seconds to Mars aqui?
JL: De maneira alguma. Quando vocês faz esses shows você pensa “tem milhares de pessoas na sua frente nesse exato momento!” Isso nos deixa incrivelmente humildes. Estamos muito gratos por isso, pois é inacreditável para nós. Nunca pensamos que um dia voltaríamos ao Reino Unido para fazer uma turnê como essa. Nunca achamos que conseguiríamos isso, então estamos felizes.
GR: Vocês vivem em Los Angeles…
JL: Na verdade, eu me mudei para o Brasil.
GR: Você se mudou para o Brasil?
JL: Sim…
GR: Me conte sobre isso.
JL: Eu só queria falar isso porque achei que soaria legal. Foi bom falar isso. Na verdade, isso é um segredo, eu nem ia falar nada.
GR: Ok…
JL: Parece que nós estamos jantando ou alguma coisa do tipo, então eu estava sendo honesto. Rio é um lugar lindo. É tão cheio de vida e intenso.
SL: Muito intenso.
Tomo Milicevic: “Intenso” é uma boa palavra para descrever o Rio.
GR: Vocês são de Louisiana. Como é ser de lá?
JL: É basicamente como o Rio dos Estados Unidos. É o mais localizado no sul possível, tirando a Flórida e o Texas, então tem algo de tropical na cidade.
GR: Eu queria te perguntar sobre os seus fãs. Vocês tem uma relação muito próxima deles, apesar de ser uma banda famosa.
JL: Acho que nós apenas abrimos as portas. E fizemos isso desde o começo. Temos um interesse genuíno e curiosidade, que cresceu conforme fomos crescendo.
SL: É bem natural para nós.
GR: Vocês acham que as vezes isso fica exagerado? Vocês já pensaram em “fechar a porta”?
JL: Bom, quando você acorda no ônibus da turnê dormindo do lado de alguém chamada França – da França.
TM: É, isso é difícil.
GR: Qual foi a coisa mais estanha que um fã já te pediu?
TM: Ajudar a dar a luz.
SL: É, isso foi esquisito.
TM: Foi muito estranho.
SL: Porque não somos medicos.
TM: Eles nos queriam em um quarto com mascaras e todo o resto – foi estranho.
GR: Por que as outras bandas não dão a luz para os fãs? Não, brincadeira. Por que vocês acham que as outras bandas não abrem a porta que os mantém separados de seus fãs?
JL: Eu não sei, isso só pode ser um sistema fechado ou aberto, não tem meio termo. Com a gente, nós sempre tivemos uma fanbase muito forte e nós gostamos disso exatamente desse jeito. Vai do gosto de cada um. Nós sempre fizemos parte dessa família de fãs de todo o mundo que nos apóiam. E nós achamos isso muito inspirador.
GR: E vocês tiveram os fãs diretamente envolvidos na produção de “This is War”?
JL: Sim, nós inclusive tivemos pessoas no palco com a gente. Fizemos o Faces of Mars, que consiste em tirar fotos de pessoas do mundo todo, e tivemos fãs autografando os CDs. Não precisa sempre ser uma coisa presencial, muitas vezes fazemos as coisas digitalmente. Eu costumo aprender muito com o nosso público e eu acho isso excitante e interessante. Estamos trabalhando em um DVD ao vivo e pedindo para as pessoas irem aos shows e o filmarem.
TM: É, isso vai ser muito legal.
Thirty Seconds To Mars – Kings + Queens – HD
30 Seconds to Mars | MySpace Music Videos
GR: Outra coisa que vocês fazem diferente são os clips. Eles são tão importantes quanto à música?
SL: Com certeza. O aspecto visual tem sido tão importante quanto à música. Eles são colocados juntos de uma forma bem legal pelo Jared aqui….
GR: Sempre parece ter uma interactividade nova acontecendo com vocês, além de apenas terem os cds sendo lançados. Vocês vêem vocês mesmo e outras bandas inclinando para essa direção?
JL: Acho que depende da banda, mas a nova tecnologia permite novas oportunidades de ter uma interatividade mais profunda e conversas mais imediatas com o público do mundo todo e criar uma sinergia de uma maneira que não foi criada antes. De maneira que essa entrevista teria sido digerida, anteriormente, pelos ingleses somente, agora é completamente diferente – tudo é global. Isso vai ser experienciado por pessoas do mundo inteiro. Eventualmente poderemos até estar em um lugar só! Então houve uma mudança e nós respondemos a ela, arrumando novas maneiras de prover conteúdo.
GR: Por conta disso, você acha que a música é tão importante atualmente como antes?
JL: Sim, eu acho, mas de maneiras diferentes. Você pode não olhar para a capa de um disco e ver isso como uma incrível obra de arte, mas agora você tem uma experiência bidimensional. Não é somente a camiseta e o show e a turnê. O céu é o limite.
GR: Vocês parecem sempre estar em turnê. Como vocês relaxam quando tem um tempo livre?
SL: Na verdade, você não tem tempo livre quando está em turnê. Você praticamente trabalha desde o momento em que acorda até a hora em que vai dormir.
JL: Ele parece bem aborrecido com isso.
TM: Tem momentos durante o seu dia que você pode só andar, olhar arquiteturas de qualquer cidade que você está no momento e espairecer.
GR: Vocês tem tempo de se diverter, ou para vocês diversão é somente estar no palco?
TM: Diversão é estar no palco, com certeza.
SL: O show ao vivo é o prêmio que ganhamos por fazer um cd e sair em turnê dividindo a nossa música com todo mundo.
GR: Vocês estão juntos por bastante tempo. Qual é o momento que deixou vocês mais orgulhosos?
JL: Acho que tocar em Wembley foi magnífico para nós, nosso sucesso no Reino Unido e na Europa. Estamos animados para começar a nossa turnê na américa do norte após 3 anos. Então iremos para a Ásia, Austrália, América do Sul e voltaremos para cá para os festivais. Tem muita coisa boa acontecendo.
GR: Quando vocês ficarão satisfeitos?
JL: Acho que a satisfação se dá nos menores eventos. Pode ser um show, pode ser um momento, pode ser uma conversa, pode ser uma refeição, pode ser um livro que você lê. E então há as grandes coisas que acontecem e que te deixa deslumbrado. Mas é uma jornada, não um destino. Sentiu isso?
SL: Eu estava prestes a dizer que eu senti isso.
TM: Meu dedão do pé está coçando.
JL: (Vendo shorthand notes – método usado por jornalistas para uma escrita mais rápida) Você anota em caderno de anotação?
SL: Isso é old school!
GR: Pra ser honesto não é tão mais rápido do que a minha escrita atualmente. Eu deveria praticar mais.
SL: Só se você achar que tem que praticar mais.
GR: Pergunta obrigatória relacionada a marte. Existe vida em Marte?
JL: Bem, definitivamente existe vida em marte, mas você tem que considerer o que você quer dizer com “vida”. Em termos universais, tudo é vida, dessa mesa até o sangue no seu corpo, tudo é igualmente importante. Então a resposta é sim. Vida em termos de ficção científica? Provavelmente não. Mas onde você acha gelo, e pedra e atividades, vai haverf alguma coisa acontecendo em algum lugar. Em que nível, só Deus sabe.
SL: Se você tiver duas horas ele pode te enlouquecer com essas teorias. Ouvi sobre isso outra noite.
JL: É interessante que essas são grandes descobertas e a gente só fala “oh”. Sabe, tem água na lua, “oh, ok”. Na forma de gelo. Em marte eles acham que tem um lençól de gelo que cobre grande parte da superfíce. Se você dissesse a alguém 50 anos atrás eles não acreditariam em você. Agora é tudo “oh isso é ótimo, o novo iPhone já saiu?”, sabe? Mas eu estou usando BlackBerry. Obrigado pelo seu tempo.
GR: Eu gostaria de ter pesquisado sobre marte para fazer essa entrevista.
JL: Pois é, no que estava pensando, amigo.
GR: Hey, eu posso fazer shorthand pelo menos.
JL: Você está um passo adiante de mim….
Greg Rose
